Somos responsáveis por nosso lixo
Uma política consistente de gerenciamento de resíduos é responsabilidade compartilhada de todos e cada um dos
atores sociais presentes nos grandes centros urbanos, devendo ser construída coletivamente através da cooperação
entre instâncias governamentais, empresariais e da sociedade civil.
Podemos revalorar nosso lixo
A utilização de materiais descartados como recurso para a criação artística é uma prática que visa alterar radicalmente
a atenção e valor atribuídos pela sociedade aos resíduos de seus processos produtivos.
Trata-se da arte enquanto ação transformadora, esforço criativo capaz de converter valores negativos em positivos
– seja do ponto de vista ético, estético, ambiental ou comercial.
Acredita-se ainda que a prática criativa constitui um instrumento poderoso de aprendizado e transformação humana,
de forma que a revaloração referida diz respeito não somente a materiais, mas também a pessoas e ao ambiente que as abriga.
Temos liberdade para escolher
A efetiva liberdade não se resume à ausência de restrições, uma vez que implica o exercício da escolha, e, conseqüentemente,
a existência de alternativas factíveis entre as quais optar. Neste contexto, compreende-se a arte e o artesanato como modalidades
de subsistência autônoma, oferecendo oportunidades de desenvolvimento pessoal e sobrevivência financeira a mulheres e homens
excluídos do mercado de trabalho. Acima de tudo, acredita-se que a prática de revaloração oferece a possibilidade de se colocar
no mundo de forma criativa e produtiva, participando ativamente da alquimia de transformação de materiais e geração de imagens
e produtos expressivos.
Somos criativos
A arte não é uma prática supérflua ou acessória, mas sim uma atividade que satisfaz necessidades vitais do indivíduo
e da sociedade. Da mesma forma, a criatividade não deve ser encarada como privilégio de alguns, e sim como uma
faculdade essencial ao alcance de todos, envolvendo a necessidade e prerrogativa do ser humano poder colocar-se
como sujeito do processo de criação de sua própria existência social.